
O Dalai Lama apelou mais uma vez que a China ofereça um espaço de negociação a fim de que o líder religioso e Beijing entrem em um "diálogo significativo" sobre a crise no Tibet, declarando que não deseja atrapalhar a realização das Olimpíadas e que não busca a independência para seu país. Em uma carta aberta para os "irmão e irmãs" chineses, o líder exilado disse que ele não passa de um simples monge que tenta preservar a cultura, língua e identidade do povo tibetano.
Ele informou no entanto que a mídia estatal chinesa vem mostrando imagens distorcidas eu podem trazer conseqüências sem precedentes e que ele continua disposto a trabalhar em conjunto com as autoridades chinesas a favor da paz e da estabilidade regional.
Conhecendo melhor o Dalai Lama:
O Dalai Lama ao longo do tempo tornou-se o líder político do Tibete, onde política e religião fundiram-se em um Estado teocrático. Dessa maneira, é comum encontrar-se em literaturas menos especializadas a informação de que o Dalai Lama é um líder temporal e político. Na verdade, ele é um monge e lama, reconhecido por todas as escolas do Budismo tibetano, mas mais comumente associado à escola Gelug.
O atual e 14.º Dalai Lama é Tenzin Gyatso, nascido em 1935 e morava no Palácio de Potala durante o inverno e no Norbulingka durante o verão, em Lassa, capital do Tibete. Em 1959, quando a China comunista invade o Tibete, o Dalai Lama foi exilado para a Índia, onde mora até hoje, no local de Dharamsala.
Dalai significa "Oceano" em mongol e "Lama" é a palavra tibetana para mestre, guru, e várias vezes referido por "Oceano de Sabedoria", um título dado pelo regime mongoliano a Altan Khan (o terceiro Dalai Lama) e agora aplicado a cada encarnação na sua linhagem. Os Dalai Lamas são mostrados como sendo a manifestação de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, cujo o nome é Chenrezig em tibetano. O nome tibetano do Dalai Lama é Gyawa Rinpoche que significa "grande protetor", ou Yeshe Norbu, a "grande jóia". Após a morte do Dalai Lama, uma pesquisa é instituída pelos seus monges para descobrir o seu renascimento, ou tulku.
Além do Papa, é a única pessoa a quem se atribui o título de Sua Santidade.

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