terça-feira, 6 de maio de 2008

Grã-Bretanha: Conservadores superam Trabalhistas


Boris Johnson, do Partido Conservador, venceu a eleição para a prefeitura de Londres e, assim, derrotou o New Labour, de Ken Livingstone, que tentava seu terceiro mandato. O partido do primeiro-ministro Gordon Brown está em alerta. Livingstone e os trabalhistas permaneceram 8 anos no comando da capital inglesa. O prefeito recém-eleito destacou os êxitos da administração anterior e, aparentemente, ofereceu, em público, espaço na nova gestão para o trabalhista, ao afirmar que espera “descobrir uma maneira de fazer Londres continuar a se beneficiar de seu amor à cidade”. Por sua vez, o ex-prefeito tratou de desculpar-se ao Partido Trabalhista e se responsabilizou pela derrota. Após assinar a declaração oficial, no City Hall, Johnson convocou a todos para seguir sobre os “resultados muito consideráveis do último prefeito”. Durante seu discurso de vitória, o conservador descreveu Livingstone como um “excelente servidor à cidade”. A plataforma defendida por Boris Johnson focou-se em segurança e defesa contra criminalidade, moradia, transportes – inclusive alternativos - além de diversos projetos ambientais para a mais ecológica das capitais européias. A administração de Johnson será responsável, ainda, pelos preparativos olímpicos para 2012. O sucesso londrino coroou os expressivos triunfos do Partido Conservador nos pleitos regionais britânicos. Segundo analistas, a vida política na Inglaterra deve se agitar.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Fukuda e Putin fecham acordo sobre petróleo


O Primeiro-Ministro do Japão, Yasuo Fukuda, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordaram em dar prosseguimento ao primeiro projeto de desenvolvimento conjunto de campos de petróleo na região russa da Sibéria. Os dois líderes fizeram um encontro na residência oficial de Putin, durante a visita de dois dias de Fukuda a Moscou, e também concordaram em cooperar em questões regionais, incluindo conversações sobre o desmantelamento do programa nuclear da Coréia do Norte, a questão da disputa de territórios ao Norte e a assinatura de um tratado de paz finalizando oficialmente as hostilidades da Segunda Guerra Mundial. Fukuda ainda se encontrou com o presidente-eleito, que assume a presidência russa no mês de maio. De acordo com fontes oficiais japonesas, o projeto conjunto de campos de petróleo ocorrerá no distrito de Severo-Mogdinsky, que possui quase 4 mil km², e está localizado 1000 km ao norte de Irkutsk, na Sibéria Oriental.

Alemanha e Dinamarca aprovam Tratado de Lisboa


Os parlamentos de Alemanha e Dinamarca aprovaram, com facilidade, o novo Tratado europeu. A chanceler Angela Merkel definiu o documento como uma “nova fundação” do “bloco dos 27”. A vitória no parlamento alemão é significativa, uma vez que o país é o mais populoso da União Européia. Houve triunfo também em Kopenhagen. O legislativo dinamarquês já ratificou definitivamente o novo texto. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, saudou a confirmação da Dinamarca. Segundo Barroso, o Tratado “estabelece uma união mais efetiva, democrática, acessível e forte”. Além dos dinamarqueses, já confirmaram o Tratado Europeu os Estados-membros de Hungria, Malta, Eslovênia, Romênia, França, Bulgária, Polônia, Eslováquia e Portugal.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Atentado na Espanha é atribuído ao ETA


O norte da Espanha foi atingido, mais uma vez, por uma explosão a bomba ligada ao grupo separatista basco ETA. Seguindo o padrão dos outros ataques, alguém que se identificou como membro da organização efetuou uma chamada às autoridades locais alertando-as sobre a explosão, uma hora antes. O atentado danificou áreas de recreação do Partido Socialista, do primeiro-ministro, Jose Luiz Zapatero, na cidade de Elgoibar. Não houve feridos, de acordo com a rede CNN, presente no local. A polícia evacuou a região a tempo. O ETA ameaçou o Partido Socialista após a vitória que garantiu a reeleição de Zapatero no mês passado. O “aviso” reiterou a longa campanha do grupo pela independência do País Basco. Atribui-se ao ETA mais de 800 mortes durante o percurso de sua luta.)

Crise de alimentos é pior na Coréia do Norte


Segundo dados do World Food Program, das Nações Unidas, a Coréia do Norte está enfrentando uma grande crise alimentícia em razão das enchentes do ano passado, que devastaram as plantações, exacerbando a falta de alimentos que deixa com fome milhões de seus habitantes. O preço dos alimentos no país dobrou, enquanto o estoque estatal diminuiu. Pela primeira vez, o governo do país declarou que seu sistema de estoques, garantindo ao menos rações diárias para boa parte da população, pode não atender às necessidades. Além disso, a ajuda dos principais doadores, China e Coréia do Sul, não deve chegar na quantidade suficiente, como era de costume. Devido ao aumento do preço da comida, a China restringiu suas exportações e não deve enviar um grande montante de alimentos ao seu aliado comunista enquanto a Coréia do Sul tem um novo e conservador presidente da república, que afirma que espera a reciprocidade da Coréia do Norte para enviar qualquer tipo de ajuda humanitária. A WFP também reduziu em cerca de 5 milhões, a pedido do governo norte-coreano, o número de pessoas que alimentava na Coréia do Norte, devido à recusa de permitir o livre trânsito de funcionários estrangeiros para verificar a disponibilização dos alimentos. (Resumido por Letícia Simões)

Resumão: A Coréia do Norte esta passando por grandes apuros e milhões de pessoas devem passar fome esse ano devido a grande perda causada pela agricultura devido as enchentes do ano passado, aliado a irresponsabilidade das ações diplomáticas de seu presidente que conseguiu disperdiçar grande parte da ajuda de seus aliados como a China e a Coréia do Sul além de ações humanitarias devido ao fato de não permitir a circulação de estrangeiros para verificação e acompanhamento da logísitica nessa ação. Além disso, internamente os preços dos alimentos já dobraram e o país pela primeira vez admite que sua reserva de alimentação para 3 vezes por semana para cada familia esse ano talvez não seja suficiente.

CS quer desarmamento de Hezbollah


O Conselho de Segurança da ONU recomendou o desarmamento do Hezbollah e de todas as outras milícias no Líbano e um grande processo em direção ao cessar-fogo, como uma solução de longo prazo para o conflito entre o Líbano e Israel. Uma decisão tomada por consenso pelos 15 membros do CS no início da semana reitera seu comprometimento com “a total implementação de todas as provisões da Resolução 1701”, que pôs fim aos 34 dias de guerra entre Israel e o Hezbollah em agosto de 2006. A resolução reitera a convocação para o desarmamento de todas as milícias e o banimento da transferência de armas para elas, convocando o governo a assegurar suas fronteiras e seus pontos de entrada a fim da prevenir a absorção de armas e material relacionado para o Hezbollah. A decisão reflete a preocupação expressada pelo Secretário-Geral Ban Ki-moon em seu último relatório sobre a implementação da resolução. (Resumido por Letícia Simões)

resumão: O Conselho de Segurança da ONU recomendou o desarmamento do Hezbollah e de todas as outras milícias no Líbano, buscando o cessar-fogo entre Líbano e Israel, impedindo com que as milícias troquem de armas entre elas, convocando o governo do Líbano a assegurar suas fronteiras a fi de não permitir que isso ocorra.

UE e Iraque próximos de um acordo energético


O Chefe da Comissão da União Européia, José Manuel Barroso, afirmou esta semana que a União Européia e o Iraque estão muito próximos de assinar um acordo de cooperação energética uma vez que a Europa procura reduzir sua dependência do petróleo e do gás russos. Para Barroso, que visitou o Primeiro-Ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, é apenas uma questão de semanas para se concluírem as negociações, pois muitos detalhes já estão definidos. O acordo poderá ser fechado quando o ministro de energia do Iraque, Hussain al-Shahristani, for a Bruxelas para uma conferência no início de maio, declarou ainda Barroso. O acordo incluirá ajuda européia para a reconstrução de infra-estrutura energética iraquiana destruída pela guerra e segurança energética para ambas as partes. Segundo o Comissionário de energia da UE, Adris Piebalgs, o gesto de boa vontade do Iraque garantirá ao país, pelo menos, 5 bilhões de metros cúbicos de gás no primeiro estágio do acordo.

resumão: A União Européia querendo depender menos da importação de gás e petróleo dos russos negocia acordo de comércio com Iraque onde ajudara na reconstrução da infra-estrutura energética iraquiana e garantira o setor para os iraquianos e para a importação e europa, garantindo cerca de 5 bilhões de metros cubicos de gás no primeiro estágio do acordo.